Unidos
anglicanos e católicos
FONTE:
Arquidiocese de Juiz de Fora
Os
arcebispos da Igreja Anglicana e da Igreja Católica,
Rowan Williams e Dom Vincent Gerard
Foi
noticiada, dia 20 passado, a decisão do Papa Bento
XVI de acolher no seio da Igreja Católica centenas
de fiéis anglicanos, entre os quais inúmeros
presbíteros e bispos de confissão anglicana
que pediram serem admitidos na plena e visível comunhão
com a Fé Católica.
Para
acolhê-los, o Pontífice decidiu criar nova estrutura
que permitirá aos convertidos conservarem certas
tradições litúrgicas de sua história
e certos elementos de sua organização pastoral.
Os presbíteros casados, vindos do anglicanismo, não
terão obrigação de assumirem o celibato,
como já era previsto pelo Direito Canônico anteriormente.
Contudo, os bispos ex-anglicanos que forem casados serão
recebidos na condição de presbíteros,
respeitando a tradição católica de não
ter bispos casados, nem mesmo no oriente, onde há padres
católicos não ligados ao celibato, mas que vivem
no matrimônio, conforme lhes permite o seu Direito Canônico.
O
Cardeal William Joseph Levada, Prefeito da Congregação
para a Doutrina da Fé, deu as devidas explicações
sobre as razões desta medida por parte da Igreja Católica,
informando que já há algum tempo, numerosos
anglicanos têm pedido este acolhimento, sobretudo após
ter havido, entre os anglicanos, certas práticas pastorais
contrárias à doutrina sempre professada.
Assim se expressou o Cardeal Levada: “Os anglicanos
que se puseram em contato com a Santa Sé expressaram
claramente seu desejo, frente a uma plena e visível
comunhão na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Ao
mesmo tempo, nos falaram da importância de suas tradições
anglicanas, que têm a ver com a espiritualidade
e o culto, para seu próprio caminho de fé”.
Enquanto
se publicava em Roma a alvissareira notícia, em Londres
acontecia uma coletiva de imprensa, com a
presença do Arcebispo Primaz da Igreja Anglicana, Rowan
Williamans, e o Arcebispo Primaz Católico da Inglaterra,
Cardeal Vicent Gerard Nichols, que anunciavam o novo tempo
no desenrolar histórico das duas confissões
cristãs.
Espera-se para os próximos dias a publicação
da Constituição Apostólica que será,
sem dúvida, uma grande
contribuição para a tão desejada união
dos cristãos, como previu Cristo em sua oração
sacerdotal registrada pelo
evangelista João: “Que todos sejam um, como eu
e Tu, ó Pai, somos um.” (Jo.17,21) e ainda: Haverá
um só
rebanho e um só Pastor” (cf. Jo. 10,16).
Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora